quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Bette Porter


Analisando Bette Porter, essa "personalidade", literalmente a personalidade da personagem, na qual me atrai e que tanto admiro, obviamente interpretada por quem????? heheheh... JB... Bom, vamos lá!

A personagem traz dentro de si um conflito entre o demonstrar e o ser, talvez por ter se cobrado sempre uma postura ativa e atuante perante os outros. Observando o pouco que foi mostrado da sua relação com o pai, talvez possamos supor que esta postura tenha sido incentivada e cobrada por ele desde a infância (recordem-se de quando ele discute com ela, no Ep. 05 - Lawfully, afirmando que ela tinha sido criada para ser uma vencedora, o primeiro lugar em tudo...). Esta ambivalência é velada por sua postura, tão aparentemente voluntariosa e confiante, ou seja, Bette em princípio não deixa transparecer suas fragilidades, suas dúvidas, seus medos.Mas seria superficial afirmar que se trata apenas disso. Há sempre um "porquê" atrás das posturas, do que é dito e do que não se é dito através das palavras... E Bette ao demonstrar força não deseja apenas encobrir suas fragilidades. Além disso, busca encobrir o seu desejo de proteção, de que alguém se preocupe com ela, que não "dê apenas presentes práticos" (Ep. 09, quando lhe mandam flores no Museu), que, enfim a olhem como uma mulher...A primeira impressão que se tem dela é a de uma muralha, todo-poderosa, com um papel de liderança e de bom senso dentro do grupo de amigas (Ep. 03 - Longing, onde Alice pergunta a ela o que fazer com Gabby). Dentro do seu relacionamento também assume a liderança e as responsabilidades financeiras do casal. Como curadora do C.A.C. (Centro de Artes da Califórnia), tem uma atuação agressiva, autoconfiante, batalha pelo que quer (Ep. 03, em sua jornada atrás de Peggy Peabody) e nos primeiros episódios do seriado ela consegue tudo. O que demonstra querer pode ser bastante diverso do que é seu desejo. Porque quanto mais se reforçam as conquistas do "eu" (Ego ou Moi) maior é a distância do que se deseja (Isso ou Je) - apesar de que o sofrimento mesmo do neurótico é dar voltas e voltas atrás daquilo que julga querer (e que no fundo não é aquilo que quer!).Um outro aspecto que chama a atenção em Bette é a sua relação com o tempo. Parece que ela pretende se adiantar ao relógio, pois sempre a vemos apressada, atarefada, sempre correndo... Onde se pode inferir também essa fuga do seu desejo, pois se corre tanto certamente é de alguma coisa! Será um modo de expressão da angústia essa pressa toda? Será negação? Será simplesmente pressa? Será tudo isso junto?A partir do Ep. 08 - Listen Up, Bette começa a participar de um grupo terapêutico com Tina. No final do episódio há um momento em que ela se permite entrar em contato com essa angústia ("o que está acontecendo comigo?", "estou entrando em pânico?"). Este episódio inicia o que denomino como a "queda da Muralha", porque em seguida acontecem duas situações que, em minha opinião, provocaram uma espécie de rachadura nesse Eu Ideal que foi tão bem construído pelo seu psiquismo: o aborto de Tina e o ataque de Fae Buckley e sua Coalizão de Cidadãos Preocupados contra a exibição de Provocações no C.A.C. Numa sessão do grupo, após o aborto, Bette mais uma vez resiste a mostrar seu sofrimento ao dizer que "não precisa chorar" - inclusive não a vemos demonstrando se sofreu com isso (apesar de se inferir que sim, certamente sofreu, mas por esse histórico de "bancar a fortaleza" suas defesas a salvaram de ruir diante dos outros).Falando um pouco sobre seu relacionamento com Tina. Pelo que sabemos as duas estão comprometidas há 7 anos em uma relação estável e, diante de todos, um exemplo a ser seguido (atentem para o comentário de Dana a Tina sobre elas terem marcado uma consulta com um terapeuta, logo no início do Pilot: "mas vocês são o melhor casal, gay ou hétero que eu conheço!"). Mas... o que vemos em seguida? A primeira cena que mostrou que as duas estão vivenciando uma situação de desencontro foi a consulta com o terapeuta. A cena mostra Tina sentada, esperando Bette, que chega correndo. Durante a sessão, quando o terapeuta as questiona sobre a qualidade de sua vida sexual e relaciona isso com a inseminação, Bette o desafia, dizendo que ele não entenderia jamais o que acontece num relacionamento lésbico sendo um homem hétero e Tina rebate comentando que muitos casais resolvem ter filhos em momentos de crise. Logo em seguida a sessão acaba e Bette, com alívio, vai embora carregando Tina consigo.Bette atribuiu a si mesma (ou lhe foi posto) o papel de provedora, situação totalmente condizente com as suas outras atitudes externas. Mas, ao tomar para si este papel, Bette sofre. Isso é perceptível na sua cobrança por total exclusividade (a sua reação ao perceber que não tinha sido a primeira pessoa a saber da gravidez de Tina no Ep. 04) bem como nas queixas que faz (por exemplo sobre Tina ter contado a Kit sobre a presença do seu pai na cidade no Ep. 05). Percebe-se que ela é possessiva, apesar de dar sinais em vários momentos que não valoriza a sua companheira, o que faz com que se retorne à questão da ambivalência de Bette Porter. Retomando a cena no Ep. 08 em que ela se questiona sobre o seu pânico, há também uma pergunta: "estarei me desapaixonando pela Tina?" Inserindo um aspecto ligado à Bette, percebe-se que Tina inicia uma espécie de renascimento (do "eu", não da sua estrutura de personalidade), após começar a trabalhar com Oscar, o que torna a distância das duas mais evidente para ambas, sendo que em Bette o impacto parece ser maior por sua fragilização, pela sensação de "perda de chão" - isso começou de forma sutil com a rejeição do pai à gravidez de Tina, caminhando a passadas maiores com a tentativa das duas se "fundirem" (elas no ep.07 – L’Ennui falam apenas da gravidez, que se torna o ponto de fusão do relacionamento, transformando-as essencialmente em “mamães”), seguindo adiante com os ataques à Provocações feitos por Fae Buckley, o aborto inesperado de Tina... Estas situações agiram como um sinalizador, colocando a personagem no "olho do furacão", isto é, de encontro a uma outra Bette, da qual ela nada quer saber, a Bette faltante.Um aspecto polêmico antes de encerrar a coluna! O que aconteceu entre Bette e Candace pode ser entendido como uma busca desesperada por apoio. Candace a encontra em crise, suas defesas já não fazem o mesmo efeito. Bette se encontra num "papel" que não lhe é peculiar, muito estranho. Penso que ter escutado "não é sempre que pode ficar no controle de tudo" fez com que ela entendesse algumas coisas sobre si. Bette se deixa seduzir, o que faz com muita culpa. E o que a impede de encerrar a história é essa mesma culpa que a direciona a "quebrar a ponte" (expressão usada por sua irmã Kit no Pilot), a terminar o seu relacionamento, coisa que ela não quer - o que é perceptível no seu desespero no chuveiro onde é Tina que se oferece para cuidar dela, após ela ter pedido que tentassem outra gravidez logo que possível. Bette em ruínas...Eis como termina a primeira temporada de The L Word

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Grito

Hoje vi claramente que nunca conseguimos nos libertar totalmente, que nunca seremos livres totalmente!
Que essa vida é isso é pronto...
Não tem alternativa....não tem pra onde fugir, na real tem que fingir...Fingir que é legal, fingir que ta afim, fingir e fingir....
Porque se não nos habituamos a isso não vivemos...a vida é uma mentira maldita! Mentira sim, pq eu tenho que guardar o que sinto, não posso falar o que penso pq estou sendo julgada sempre....
Na verdade acho que sou eu que não pertenço a essa mediocridade ambulante, essa hipocrisia maldita...
Viver “encenando” pra agradar os outros...pq??
Por que esses “OUTROS” merecem MEU sacrifício??
Vai ver que é porque um dia já mereceram... Mas não mais...
Ah! Poupem-me da maldita vitimologia!
Sei que quando cai o mundo, quando se nos rói tudo, até o tempo que julgamos encontrar e não encontramos se torna um limite absurdo para nós próprios, determinante convincente do que se passa fora do que somos.
Quando cai o céu dos desleixados, das mentes sãs em corpos perdidos, adoentados, engripados, apodrecidos, quando cai o céu dos que fora de nós o são em nós mesmos, eu encho o peito de ar para ser forte, sempre serei forte quando sinto que há necessidade de o ser.
Fora do que somos cai tudo o que outros eram antes, do que já foram dentro de nós, bem aqui dentro, tão fundo, caem lágrimas...

domingo, 16 de novembro de 2008

Vampiros entre nós...


Infelizmente os vampiros existem sim.
Somos “mordidos” praticamente todos os dias e de forma tão delicada que nem percebemos muito bem.
Vampiros é o que mais tem por aí, estão por toda parte porém nem sempre é fácil de identificá-los antes do “ataque”, pois ao contrários dos filmes de ficção, eles não andam somente a noite, nem tem medo de cruz, não tem caninos avantajados ou dormem dentro de caixões, são pessoas de aparência normal, estão em toda parte e freqüentemente entre nós!
Já o “ataque” é similar aos da ficção, te deixa fraco, pra baixo, sem forças!
As pessoas “vampiras” sugam sua energia, não seu sangue, como no cinema.

Sabe aquelas pessoas que dizem que são seus amigos, mas te envenenam?
Pois bem....
São aquelas pessoas que adoram despejar suas dores, mágoas, problemas sobre a sua cabeça, estão sempre reclamando, com inveja dos outros, te pegam de vagar, vão despejando aos poucos seu “veneno” vão te sugando lentamente, sua energia vai esvaindo-se e quando você percebe elas vão embora leves e soltas e te deixam com o peso dentro do peito, fraqueza quase incontrolável, resumindo te deixam acabado!
Se isso já aconteceu com você saiba que já foi vitima então de um vampiro, se ainda não aconteceu proteja-se, pois a qualquer momento você será sugado!

sábado, 15 de novembro de 2008

Linha

Onde, quando, qual momento que definimos a tênue linha da mudança de sentimentos?
Certamente existe um momento de mutação onde uma amizade se transforma em paixão, quando uma paixão migra para o amor, em que momento desapaixonamos?
Claro que as ações causam reações, que as vezes é ponto inicial para desencadear a transição, mas mesmo assim tem de existir “o momento” como o momento “zero” ou o “inicial”.
Sim, é lógico que existe esse dia, ou hora, ou segundo que a linha é ultrapassada!
Pensei... pensei.... pensei muito! Mas não descobri!
Nem sei se é possível descobrir, pois se identificássemos poderíamos evitar-se de “apaixonar” ou “desapaixonar” por alguém!
Existe essa “linha” entre tudo!
· Amizade/paixão
· Paixão/amor
· Paixão/obsessão
· Amor/amizade
· E assim por diante....
Isso é intrigante e amedronta também, pq nunca sabemos se amanhã vamos nos apaixonar por um(a) amiga, colega ou deixar de amar quem juramos amor eterno....
Se vocês tem algo a dizer sobre isso vamos lá!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Traição...

Taí um assunto que relutei muito em escrever!!
Por quê?
Não sei dizer ao certo, talvez porque já fui traída, talvez por que já traí...
Sei que somos de natureza infiel, isso é fato, o que nos impede de trairmos a pessoa que “amamos” ou que tenhamos um compromisso é a consciência, a cultura, a educação, o respeito e o caráter de cada um.
Não serei hipócrita ao ponto de dizer que sou santa e que não tenho “tesão” por outras pessoas, porém é óbvio que daí a sair “caindo em cima” tem um largo espaço, e é desse espaço que quero falar, o que faz algumas pessoas se atirarem nesse abismo da traição e o que faz outros não ultrapassarem a linha para a infidelidade.
Imagino ou imaginava que quem AMA não trai...
Não sei se isso é verdade, pois existem pessoas que juram de pés juntos que amam e traem, tem outros que dizem que são “fracos” e não resistem ( o que pra mim é tremenda de uma desculpa esfarrapada).
Não sei! Queria saber de vocês que acompanham o meu blog:
- O que vocês acham da traição, de quem trai?
- Existe realmente perdão pós-traição, como fica a relação?
- Você perdoaria?
O que eu sei é que existem sintomas quando uma das partes trai, e existem conseqüências dessa traição...

Sintomas:
1) O parceiro começa a dizer que precisa de um espaço só dele, sendo que antes o casal fazia tudo junto.
2) Arranja mil e uma desculpas ou situações para estar na “rua”.
3) Seu parceiro há algum tempo começou a trabalhar até tarde e a ter reuniões fora do comum.
4) Ele se irrita ou fica estressado com facilidade.
5) Se sente pressionado por qualquer motivo.
6) Sempre que está ao seu lado e o celular dele toca ele fica sobressaltado, quer ficar sozinho para atendê-lo, saí pra outro lugar onde você não está para poder falar.
7) Ele critica outros infiéis.
8) Não lhe trata como antes.
9) Não admite que está mudado.

Conseqüências da traição:
1) Fim do relacionamento. (quase sempre, mais cedo ou mais tarde)
2) Perda de tempo e desgaste no relacionamento.
3) Decepção.
4) Desconfiança.
5) Perda da admiração.
6) Traição em cadeia (de ambos)
7) Discussões.
8) Tristeza.
9) Relacionamento na eminência de terminar a qualquer momento.
10) Insegurança para ambos.
11) Momentos de “jogar na cara” o acontecido.
12) Brigas freqüentes.
13) Crises repentinas no relacionamento.
14) As declarações de amor, os compromissos, quase tudo soa "falso".
15) Inevitável "misto" de sentimentos presentes a todo momento (raiva, desdém, amor, decepção).
16) Futuro incerto.

Meu conselho é:
Aproveite a vida, beije muito, transe muito, vire noites em festas ou em putaria, mas pra isso esteja solteiro!
Ou, respeite quem estiver do seu lado, não faça com o outro o que não gostaria que fizesse contigo, pois a perda de alguém que amamos é pior do que a perda de uma transa!
Comentem!!!